O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, disse nesta quarta-feira não ver sinais de desaceleração do crescimento econômico para o segundo semestre deste ano.
De acordo com ele, as desonerações tributárias para automóveis e produtos da linha branca provocaram a antecipação das compras no primeiro trimestre, motivo pelo qual houve uma queda natural no segundo trimestre. "Agora vamos voltar para a média dos trimestres anteriores. A ressaca já passou e não tem motivo para concordarmos com a avaliação de que haverá desaceleração econômica no segundo semestre. Essa é uma má análise", disse.
Segundo Francini, o nível de atividade da indústria deve atingir seu auge nos meses de setembro e outubro, como tradicionalmente ocorre todos os anos. "Nada indica uma reversão dessa tendência", afirmou. Para atender a essa demanda, de acordo com ele, a indústria deve continuar a contratar trabalhadores. "A indústria paulista deve contratar cerca de 50 mil pessoas até o fim do ano", previu. O cálculo está dentro das expectativas da Fiesp para o nível de emprego da indústria paulista em 2010: crescimento de 6% ante 2009.